Site Cultural de Ovar

Dança
24 mai | sex
22h00 | € 5,00 | M16 | 60’
Auditório

Ficha Técnica
Direção artística e Coreografia| Marco da Silva Ferreira
Assistência artística|Mara Andrade
Intérpretes| Anaísa Lopes, Cristina Planas Leitão, Duarte Valadares, Marco da Silva Ferreira, Vítor Fontes,
Filipe Caldeira, Max Makowski
Direção técnica e desenho de luz| Wilma Moutinho
Músicos (ao vivo)| Rui Lima e Sérgio Martins
Operação técnica| Cláudia Valente
Produção executiva| Célia Machado
Produção|Pensamento avulso, associação de artes performativas
Parceiros (residências)| Centro cultural Vila-Flor, o espaço do tempo, Quinta do Rio
Coprodução| Teatro Municipal do Porto (PT); Teatro Municipal São Luiz (PT)
Centre Choéographique National de Rillieux-la-Pape | Direction yuval Pick (FR)

BROTHER

de Marco da Silva Ferreira



24 de maio de 2019

BROTHER é uma criação para 7 intérpretes que estabelece uma relação de complementaridade com o anterior trabalho HU(R)MANO. Em ambos, o foco é a dança existente em contexto de grupo, mas descolam-se uma da outra nas referências temporais e nos processo de composição. Se em Hu(r)mano se abstractiza e se formaliza a dança contemporânea urbana, em brother olho para uma ancestralidade comum e procuro pontos de afinidade e similaridade que sobreviveram às passagens geracionais e que estão reminiscentes nos corpos e na dança que ainda hoje se desenvolve.
O que procuramos juntos através da dança?
Brother compõe-se através do mimetismo constante entre os intérpretes que é gerador de movimento, comportamentos e padrões. Desenvolve-se vocabulário não-verbal que se regenera e se transforma ao longo do tempo através de compromissos ou desbloquedores que individualmente cada um manifesta. Surgem e desvanecem pontes móveis entre o agora e o longínquo.
À macro-escala é uma reflexão sobre herança, memória, códigos, processo de aprendizagem e transmissão.
BROTHER é também um incómodo "bother". Uma tentativa de pulsar comum, uma sensação de pertence e de afecto, um eco de forças externas, e no fundo, uma assumida fragilidade pela constatação de perda e finitude. Um pernoitar por este lugar que se faz fazendo.

 

Local do evento