E se as palavras procurassem um outro lugar?
Partindo desta inquietação, nasce o projeto que cruza poesia e música num território comum: o da escuta. Os poemas de Filipa Leal deslocam-se para um espaço sonoro onde ganham novas respirações, novas ressonâncias, novas possibilidades de existir.
A partir dessa matéria poética, João Martins constrói paisagens sonoras que não ilustram, mas dialogam — tensionando sentidos, ampliando silêncios, abrindo frestas.
Aqui, a palavra não é fixa: move-se, ecoa, transforma-se, talvez porque a palavra nunca tenha um único lugar — apenas caminhos.